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07 Out 2026
Águas do Alto Alentejo é pioneiro na transformação de água poupada em créditos hídricos
Empresa gestora da água do Alto Alentejo é a primeira entidade em Portugal a aplicar o conceito de Benefícios Volumétricos da Água, que abre caminho à geração de créditos hídricos.
O projeto, desenvolvido com a INDAQUA, prevê reduzir as perdas na rede em 9,6 milhões de m³ em oito anos.
Ponte de Sor, 7 de outubro de 2026 – A água que deixa de se perder passa a ter valor mensurável e, no futuro, transacionável. É esta a aposta da Águas do Alto Alentejo, que acaba de se tornar a primeira entidade em Portugal a explorar e operacionalizar o conceito de Benefícios Volumétricos da Água e a preparar a geração de créditos hídricos a partir da redução de água não faturada.
O princípio é simples: cada metro cúbico de água poupado face a um cenário de referência é quantificado segundo metodologias internacionais e pode converter-se num ativo: o crédito hídrico. O projeto está registado na Aquapositive, plataforma dedicada à compensação e ao investimento em benefícios hídricos. A ficha do projeto pode ser consultada em aquapositive.com, na secção de projetos, e reúne objetivos, medidas, impactos e a ligação a dez Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O preço estimado é de 0,78 euros por m³.
“Numa região marcada pela escassez hídrica, a mais-valia deste projeto reside em transformar a eficiência do sistema de água num benefício hídrico mensurável”, explica Rui Choças, diretor-geral da Águas do Alto Alentejo. Segundo o responsável, a redução da água não faturada permite evitar o desperdício físico e financeiro nas redes. Permite também quantificar cientificamente cada metro cúbico que a empresa consegue manter e devolver às bacias hidrográficas da região.
1,2 milhões de m³ de água poupados por ano
O contrato de desempenho, com a duração de oito anos, abrange a rede de distribuição de Alter do Chão, Arronches, Castelo de Vide, Crato, Fronteira, Gavião, Marvão, Nisa, Ponte de Sor e Sousel, com mais de 1.104 quilómetros. A meta é reduzir as perdas de água em 9,6 milhões de m³.
Cabe à INDAQUA executar o programa e cumprir os indicadores acordados. A intervenção inclui diagnóstico da rede e balanço hídrico, deteção e reparação de fugas, setorização, gestão de pressões, reabilitação de infraestruturas críticas e modernização da medição e monitorização. Os resultados serão verificados anualmente face ao cenário anterior ao contrato, que poderá ser prolongado para 10 a 15 anos.
Uma rede mais estável traz também ganhos na qualidade do serviço: menos interrupções em períodos de seca ou de maior consumo e menor risco de contaminação através de ruturas e fugas.
Créditos ao alcance das empresas
A redução de perdas de água no Alto Alentejo já pode ser convertida em créditos hídricos. A Águas do Alto Alentejo é a primeira entidade em Portugal a operacionalizar o conceito de Benefícios Volumétricos da Água e abre agora a portas a outras empresas. Os créditos estão disponíveis na plataforma Aquapositive, na página do projeto (opção “Place request”) ou através de contact@aquapositive.com. Quem compra compensa a pegada hídrica e avança nas metas Water Positive. Em troca, apoia uma poupança de água verificada anualmente. Uma poupança que no Alto Alentejo, uma das regiões mais expostas à seca do país, sem recurso a novas captações, é crucial.









